Consultoria tributária e fiscal para empresas
Revisar o enquadramento, entender a carga que a empresa realmente paga e preparar o caixa para a transição da reforma. Antes que a mudança chegue pelo extrato.
Sinais de que a empresa precisa revisar a situação tributária
Carga tributária alta nem sempre é consequência do faturamento. Muitas vezes é consequência de uma escolha feita anos atrás e nunca revisada.
"Meu regime foi escolhido quando a empresa era outra"
Enquadramento definido na abertura raramente continua adequado depois de mudança de porte, de mix de produtos ou de estrutura de custos. A revisão é anual por natureza, e quase nunca é feita.
"Pago imposto e não sei exatamente sobre o quê"
Quando a apuração é tratada como obrigação e não como informação, a empresa perde a chance de enxergar onde a carga se concentra e o que a origina.
"Não sei o que a reforma vai mudar no meu caixa"
A dúvida é legítima e o prazo é curto. O que muda primeiro não é a alíquota, é o momento em que o dinheiro sai, e isso é assunto de caixa antes de ser assunto fiscal.
"Recebo oferta de crédito tributário e não sei se confio"
É um mercado com muita oferta agressiva e promessa de valor antes de qualquer análise. Levantar se o crédito existe é uma coisa. Prometer o valor dele antes de olhar é outra, ainda mais agora que o crédito passará a depender de validação antes do uso.
O que a consultoria tributária cobre
O trabalho é de análise e orientação, feito sobre o que a contabilidade produz. Não substitui o contador da empresa.
Revisão de enquadramento
Comparar Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real com os números reais da empresa, incluindo os regimes híbridos previstos na transição.
Análise da carga efetiva
Apurar quanto a empresa paga de fato, por tributo e por linha de receita, e identificar onde a carga se concentra.
Revisão tributária e fiscal
Conferir a apuração dos períodos anteriores em busca de recolhimento indevido, classificação incorreta e benefício não aproveitado.
Levantamento de créditos
Verificar se existem créditos passíveis de recuperação, com o valor apurado a partir da análise, e não prometido antes dela.
Preparação para a reforma tributária
Projetar o efeito da transição sobre o caixa, revisar contratos com prazo longo e ajustar precificação ao novo modelo.
Orientação em obrigações acessórias
Organizar prazos, responsabilidades e pontos de conferência, para que a rotina fiscal pare de depender de memória.
Simulação de regime na transição
Projetar o resultado da empresa em cada regime possível durante a transição, para definir a adesão com base em número e não em suposição.
Split payment: o que muda no caixa da sua empresa
O split payment altera o momento em que o tributo é recolhido. No modelo atual, a empresa recebe o valor integral da venda e recolhe depois, em datas próprias. Com o split payment, a parcela referente ao tributo é separada no instante do pagamento e não chega a transitar pela conta da empresa. Muda também a forma de aproveitar crédito: o que hoje basta constar na nota passa a depender de validação prévia.
O efeito não é de carga, é de prazo
A alíquota não muda por causa do split payment. O que muda é a data em que o dinheiro sai, e para quem vende a prazo essa diferença aparece direto na necessidade de giro.
Quem sente mais
Empresas com ciclo longo entre a compra do insumo e o recebimento da venda, e empresas que financiam o cliente com prazo maior do que o que recebem do fornecedor.
O que dá para fazer agora
Projetar o caixa no novo modelo, revisar prazo de recebimento, renegociar condições com fornecedor e conferir se os créditos usados na precificação vão se sustentar com a validação.
Revisão tributária e recuperação de créditos
A revisão de períodos anteriores está sujeita ao prazo legal e depende da documentação disponível na empresa.
O que ainda dá para corrigir
A legislação limita o período em que a apuração pode ser revista. Fora dessa janela, o recolhimento indevido deixa de ser recuperável, e é isso que define o tamanho real da oportunidade antes de qualquer análise.
Como o valor aparece
A apuração vem antes do número. O valor só é conhecido depois da conferência das guias, das notas e da classificação fiscal aplicada a cada item, e qualquer estimativa oferecida antes disso é suposição.
Onde o trabalho termina
O levantamento e a orientação sobre a via administrativa fazem parte do escopo. Quando o caso exige ação judicial, o encaminhamento é para advogado, porque essa é atividade privativa da advocacia.
O que o diagnóstico tributário identifica
A diferença que o regime atual custa por ano
Quanto a empresa paga a mais do que pagaria no enquadramento mais adequado, em valor anual.
Qual operação carrega a maior parte da carga
Não o total, e sim de onde ele vem: qual produto, qual linha de receita ou qual filial concentra o recolhimento.
Se o passado ainda tem correção possível
Se há recolhimento indevido dentro do prazo legal, e o que seria necessário para recuperá-lo.
Como começa o trabalho
Você conta o que está acontecendo
Um formulário curto com o regime atual, o que incomoda e o que já foi tentado.
Primeira conversa
Entender o contexto, o histórico de enquadramento e o que a apuração já mostra. Costuma levantar mais perguntas do que respostas, e por isso normalmente tem continuidade.
Levantamento
Análise das apurações, das guias e da documentação fiscal dos períodos dentro do prazo, junto com a estrutura de receita e de custos.
Devolutiva e escopo
A leitura do que foi encontrado, com as prioridades em ordem, e a partir dela a definição do escopo e do valor do trabalho.
Perguntas frequentes
O que é revisão tributária e o que ela analisa?
Revisão tributária é a conferência das apurações já realizadas pela empresa, dentro do prazo em que a legislação ainda permite correção. Ela parte das guias recolhidas, das notas emitidas e recebidas e da classificação fiscal aplicada a cada produto ou serviço, e procura três tipos de divergência.
A primeira é recolhimento a maior, quando a empresa pagou acima do devido por erro de base de cálculo ou de alíquota. A segunda é classificação incorreta, situação comum em empresas com muitos itens cadastrados, em que um produto enquadrado na categoria errada gera tributação diferente da correta ao longo de anos. A terceira é benefício previsto em lei que a empresa poderia ter aproveitado e não aproveitou, por desconhecimento ou por não se enquadrar formalmente. O resultado da revisão pode ser um valor a recuperar, mas também pode ser a confirmação de que a apuração está correta, o que igualmente tem valor. O efeito disso sobre a margem é tratado em consultoria financeira.
Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: como saber qual é o melhor?
Há ainda um fator que costuma passar despercebido: a escolha do regime influencia a forma como o cliente da empresa aproveita crédito, o que em operações entre empresas pode pesar mais do que a alíquota em si. Durante a transição da reforma surge também um arranjo intermediário, que o mercado tem chamado de “Simples Híbrido”, em que a empresa permanece no recolhimento unificado para parte dos tributos e passa ao sistema de crédito e débito para outra parte, o que pode compensar quando os clientes são empresas que precisam aproveitar crédito.
A comparação precisa ser feita com os números reais da empresa e refeita periodicamente, porque a resposta muda quando o negócio muda. As etapas dessa avaliação estão descritas em como funciona o diagnóstico.
Quando começa o split payment e quais empresas são afetadas?
A implementação do split payment é gradual e acompanha o cronograma da transição da reforma tributária, que prevê fase de testes antes da adoção plena. As datas e o alcance de cada etapa vêm sendo definidos em regulamentação complementar, então vale confirmar o cronograma vigente antes de qualquer decisão. Em termos de alcance, a lógica é que o mecanismo se aplique às operações sujeitas aos novos tributos sobre consumo, o que na prática atinge a maior parte das empresas que vendem bens ou serviços.
O ponto que importa para o planejamento não é a data em si, e sim o intervalo até ela: empresas com ciclo financeiro longo precisam de mais tempo para ajustar prazo de recebimento e precificação do que empresas que vendem à vista. A recomendação prática é simular o efeito antes da obrigatoriedade, e não depois, porque ajustes de prazo com cliente e fornecedor levam meses para serem renegociados e não se resolvem no mês da virada. O detalhamento do mecanismo está em split payment.
Recuperação de créditos tributários é segura?
O procedimento em si é previsto em lei e legítimo: uma empresa que recolheu tributo a maior tem direito a reaver o valor, dentro do prazo prescricional. O que gera desconfiança é a forma como o serviço às vezes é ofertado. Alguns sinais merecem atenção. Promessa de valor recuperável antes de qualquer análise da documentação é o mais comum, já que o montante só pode ser conhecido depois da conferência das apurações. Cobrança antecipada sobre um valor ainda não confirmado é outro.
Também vale desconfiar de proposta que garante resultado, porque o reconhecimento do crédito depende da administração tributária e não do prestador. Uma abordagem consistente começa pelo levantamento, apresenta o que foi encontrado com a base legal correspondente e só então discute valores e forma de cobrança. Quando o caso exige ação judicial, o encaminhamento correto é para advogado. A postura adotada aqui está descrita em sobre a FD Business Solutions.
Consultoria tributária substitui o contador da empresa?
Não substitui, e as duas funções têm escopos legalmente distintos. Escrituração contábil e fiscal, apuração formal dos tributos e entrega das declarações são atividades privativas de profissional com registro no conselho de contabilidade, e continuam com o contador da empresa. A consultoria tributária trabalha sobre o que essa estrutura produz e faz outra pergunta: se o enquadramento escolhido ainda é o mais adequado, onde a carga se concentra, se houve recolhimento indevido em períodos anteriores e como a empresa deve se preparar para uma mudança de legislação.
Na prática, as duas trabalham juntas, e boa parte do levantamento depende de informação que o contador fornece. Vale dizer que a relação costuma ser cooperativa e não concorrente: o contador tem o histórico e o domínio da rotina, enquanto a consultoria traz a comparação entre cenários e o tempo dedicado a uma análise que a rotina mensal raramente comporta. A estrutura societária, que também influencia o enquadramento possível, é tratada em adequação societária.
A reforma tributária vai aumentar a carga da minha empresa?
Depende do setor, do regime atual e da estrutura de custos, e não existe resposta única. A reforma substitui tributos sobre consumo por um modelo de valor agregado com crédito amplo, o que tende a beneficiar cadeias longas, em que hoje há acúmulo de tributo em cada etapa, e a pressionar setores de serviços com pouca aquisição de insumos, em que há menos crédito a aproveitar. Empresas no Simples Nacional têm regras específicas de transição, com escolhas a fazer que dependem do perfil dos clientes.
Além do efeito sobre a carga, há o efeito sobre o caixa provocado pelo split payment, que independe de a carga subir ou descer. A recomendação prática é simular o efeito nos números da própria empresa, em vez de partir do que vale para o setor em geral, porque a variação dentro de um mesmo segmento costuma ser grande. Situações em que o passivo já se acumulou são tratadas em reestruturação empresarial.
Descubra o que a reforma muda no caixa da sua empresa
Conte no formulário qual é o regime atual e o que está preocupando. A primeira conversa serve para entender o contexto, e o escopo do trabalho é definido depois disso.