Consultoria financeira para empresas
Organizar o caixa, entender o que os números estão dizendo e transformar isso em decisão. Para empresas que fecham o mês sem saber ao certo o que aconteceu.
Sinais de que sua empresa precisa de consultoria financeira
Nenhum desses sinais é definitivo sozinho. Dois ou três juntos costumam indicar que a informação disponível já não sustenta a decisão.
"Fecho o mês sem saber se tive lucro"
O resultado aparece no extrato, mas não na conta. Em geral o problema é o descasamento entre o que foi vendido e o que foi recebido, somado a custos que nunca foram separados por natureza.
"Não sei onde o dinheiro está indo"
Quando a saída não está classificada, ela vira uma única massa. Separar o que é custo fixo, variável, investimento e retirada costuma ser o primeiro passo, e quase sempre revela algo que ninguém esperava.
"Tenho medo de tomar decisões sem número na mão"
Contratar, investir, parcelar ou renegociar sem base é decidir por percepção. O receio aqui é legítimo, e resolvê-lo é menos sobre coragem e mais sobre ter a informação certa disponível.
"Os indicadores que tenho não ajudam a decidir"
Relatório qualquer sistema emite. O que costuma faltar é a leitura: o que aquele número significa, o que ele indica sobre o mês seguinte e qual decisão ele sustenta.
O que a consultoria financeira cobre
As frentes se combinam conforme o caso. Nenhuma empresa precisa de todas ao mesmo tempo.
Leitura e organização do fluxo de caixa
Estruturar entradas e saídas por natureza e por prazo, para que dê para enxergar o mês seguinte antes que ele chegue.
Análise de indicadores de desempenho
Definir quais números importam para o seu negócio e o que cada um indica. Poucos indicadores lidos com atenção valem mais que um painel cheio.
Estrutura e análise de custos
Separar custo fixo de variável, direto de indireto, e descobrir qual produto, cliente ou unidade sustenta a margem e qual consome.
Gestão de capital de giro
Ajustar prazo de compra, de estoque e de recebimento, que é onde a necessidade de giro nasce e onde ela pode ser reduzida.
Apoio estruturado à tomada de decisão
Avaliar cenários antes de contratar, investir, parcelar ou renegociar, com o efeito de cada caminho projetado no caixa.
Painel de gestão e rotina de acompanhamento
Montar o conjunto de indicadores e a rotina de revisão, para que o acompanhamento continue depois que o trabalho terminar.
BPO financeiro: estruturar, supervisionar e executar a rotina
BPO financeiro costuma ser vendido como terceirização completa, em que um fornecedor assume a execução das rotinas de contas a pagar, contas a receber e conciliação. Aqui o trabalho começa antes: montamos o processo e definimos os controles. A execução pode continuar com a equipe da empresa ou ser assumida por nós, conforme o volume e o que sai mais barato para cada caso.
Desenho do processo
Definir quem faz o quê, em qual ordem e com qual prazo, para que a rotina pare de depender de memória.
Controles e conferência
Estabelecer os pontos de checagem que evitam o erro caro: pagamento duplicado, conciliação atrasada, lançamento sem classificação.
Supervisão periódica
Revisar o que foi executado, corrigir o desvio enquanto ele é pequeno e manter o padrão ao longo dos meses.
Controladoria, viabilidade e valuation
Três frentes que aparecem quando a pergunta deixa de ser sobre o mês e passa a ser sobre a direção da empresa.
Controladoria
Estruturar a área que consolida a informação, confere a consistência e entrega a leitura para a diretoria. É o que separa ter dados de ter informação confiável.
Estudos de viabilidade
Avaliar se uma nova unidade, linha ou operação se paga, em qual prazo e sob quais premissas. Serve tanto para decidir seguir quanto para decidir não seguir.
Valuation
Estimar o valor da empresa para sucessão, entrada de sócio, venda ou negociação de dívida, com a metodologia adequada ao porte e ao objetivo.
O que o diagnóstico financeiro identifica
Onde estão os riscos imediatos
Compromisso que vence antes da entrada correspondente, concentração em um único cliente ou fornecedor, e dívida cujo custo real é maior do que aparenta.
O que está consumindo resultado sem aparecer
Custo alocado no lugar errado, produto vendido abaixo do custo real, e giro travado em estoque ou em prazo de recebimento.
Qual a capacidade real de decisão
Quanto a empresa consegue investir, contratar ou renegociar sem comprometer o caixa dos meses seguintes.
Como começa o trabalho
Você conta o que está acontecendo
Um formulário curto com o que já incomoda: o que mudou no caixa, desde quando e o que já foi tentado.
Primeira conversa
Entender o contexto, o histórico e o que os números já mostram. Costuma levantar mais perguntas do que respostas, e por isso normalmente tem continuidade.
Levantamento
Análise dos demonstrativos, da estrutura de custos e dos controles que a empresa já tem, para separar sintoma de causa.
Devolutiva e escopo
A leitura do que foi encontrado, com as prioridades em ordem, e a partir dela a definição do escopo e do valor do trabalho.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre consultoria financeira e contabilidade?
A contabilidade registra o que já aconteceu e cumpre as obrigações legais decorrentes disso: escrituração, demonstrações, apuração de tributos e entrega de declarações. É uma atividade regulamentada, privativa de profissional com registro no conselho, e obrigatória para praticamente toda empresa. A consultoria financeira parte desse registro e faz outra pergunta: o que esses números indicam sobre a próxima decisão. Ela olha a estrutura de custos para entender qual produto sustenta a margem, projeta o caixa dos meses seguintes, avalia se um investimento se paga e aponta onde o resultado está sendo consumido sem aparecer.
Uma não substitui a outra, e as duas costumam trabalhar juntas: a contabilidade fornece a base, a consultoria interpreta. Empresas que têm contabilidade em dia e ainda assim não conseguem responder por que o caixa não fecha estão exatamente nesse ponto de fronteira. A trajetória e a forma de trabalho por trás dessa leitura estão em sobre a FD Business Solutions.
O que é BPO financeiro e o que ele inclui?
BPO financeiro é a sigla para a terceirização de processos financeiros, e no mercado costuma designar o arranjo em que um fornecedor externo assume a execução das rotinas: lançar contas a pagar, controlar recebimentos, conciliar extratos e fechar o mês. O escopo varia bastante entre fornecedores, e vale conferir caso a caso o que está incluso, com qual frequência e sob qual responsabilidade. Existe também um formato mais enxuto, em que o trabalho externo não executa a rotina, mas desenha o processo, define os controles e supervisiona quem executa dentro da empresa.
Esse segundo modelo costuma custar menos e mantém o conhecimento internamente, mas exige que a empresa tenha alguém para a execução. O primeiro reduz a carga interna e costuma compensar quando manter a equipe sai mais caro que terceirizar. A escolha depende do volume de lançamentos, do tamanho da equipe e da comparação de custo entre as duas opções, e os dois formatos estão descritos em BPO financeiro.
Quanto tempo leva para organizar o financeiro de uma empresa?
Depende principalmente do estado da informação disponível no início. Quando a empresa já tem contabilidade em dia, extratos conciliados e algum controle de custos, o levantamento costuma se resolver em poucas semanas, porque o trabalho é de leitura e não de reconstrução. Quando os dados estão dispersos em planilhas paralelas, sem classificação consistente, boa parte do prazo vai para organizar a base antes de qualquer análise.
O segundo fator é o escopo: revisar fluxo de caixa é mais rápido do que estruturar custos por produto, que por sua vez é mais rápido do que reorganizar dívida e capital de giro juntos. O terceiro fator é a disponibilidade da equipe interna, já que a maior parte das informações vem de quem opera o negócio. Vale separar duas coisas: o diagnóstico inicial se encerra em prazo curto, enquanto a mudança de rotina que ele recomenda amadurece ao longo de meses. Situações mais profundas estão descritas em reestruturação empresarial.
Preciso ter os números organizados antes de contratar?
Não, e essa é uma das dúvidas mais comuns. Boa parte das empresas procura apoio justamente porque os números não estão organizados, e esperar arrumar tudo antes costuma adiar indefinidamente. O ponto de partida é o que existe, mesmo que seja incompleto: extratos bancários, relatórios do sistema, planilhas de controle, guias de tributos e o relato de quem toca a operação. A organização da base faz parte do trabalho, não é pré-requisito dele. O que ajuda de verdade é outra coisa: ter clareza sobre qual pergunta precisa de resposta.
Uma empresa que chega dizendo que o caixa não fecha, mas o resultado aparece positivo, já delimitou o problema. Outra que chega pedindo uma revisão geral sem apontar incômodo torna o trabalho mais longo, porque não há um ponto de partida definido. Também ajuda reunir de antemão quem dentro da empresa consegue explicar cada informação, já que boa parte das dúvidas do levantamento se resolve em uma conversa curta com quem lança os dados. As etapas do levantamento inicial estão descritas em como funciona o diagnóstico.
O que é controladoria e quando ela é necessária?
Controladoria é a função que consolida a informação financeira da empresa, confere a consistência dela e a transforma em relatório útil para quem decide. Ela fica entre a contabilidade, que registra, e a diretoria, que decide, garantindo que o número que chega à mesa seja confiável e comparável ao dos períodos anteriores. Na prática, envolve definir quais indicadores acompanhar, padronizar como cada informação é apurada, revisar divergências e manter a rotina de fechamento em dia.
A necessidade costuma aparecer quando a empresa cresce e passa a ter mais de uma unidade, mais de um CNPJ ou linhas de produto com margens diferentes, situação em que o relatório único deixa de responder. Outro sinal é quando cada área apresenta um número diferente para a mesma pergunta. Empresas menores em geral não precisam de uma estrutura dedicada, e sim de uma rotina bem definida. A apuração de tributos, que também alimenta esses relatórios, é tratada em consultoria tributária.
Consultoria financeira serve para empresa que está lucrando?
Serve, e parte relevante da demanda vem justamente de empresas com resultado positivo. Lucro no papel e caixa disponível são coisas diferentes, e é comum uma empresa apresentar bom resultado contábil enquanto convive com aperto no dia a dia. As causas mais frequentes são prazo de recebimento maior que o de pagamento, capital imobilizado em estoque e crescimento que aumentou a necessidade de giro na mesma proporção da receita. Há também o caso da empresa lucrativa no agregado que não sabe de onde vem o lucro, situação em que um produto ou cliente rentável sustenta outros que consomem margem sem que ninguém perceba.
Nesses casos o trabalho não é de correção, e sim de leitura: entender qual parte do negócio sustenta o resultado permite decidir onde investir e o que descontinuar. Vale registrar que o momento de procurar apoio com resultado positivo costuma ser mais produtivo do que o de crise, porque existe margem de manobra para testar ajustes sem pressão de prazo. Quando a origem está no capital parado, o tema é tratado em gestão de estoque.
O primeiro passo é entender onde a empresa está
Conte no formulário o que está acontecendo. A partir daí marcamos uma conversa para entender o contexto e o histórico, e o escopo do trabalho é definido depois disso.